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Os Rohingyas e a Internacionalização da Liberdade Religiosa

Setembro 3, 2017

RohingaArakan

Mapa da perseguição aos Ruhingya. Burma é o nome inglês da Birmânia

O exército da Birmânia tem atacado recentemente  a minoria Rohingya, na fronteira noroeste com o Bengladech, acusando-a de atos de violência.  Esta acusação está por provar e é pouco verosímil.  Parece que a propaganda dos militares birmaneses pretende contaminar esta minoria com o vírus do terrorismo islâmico, usando esta como pretexto para aumentar a violência dos ataques e obrigá-los a fugir do a província birmanesa de Arakan, onde se concentram (Burma é o nome inglês de Birmânia, que hoje procura reciclar-se como Myanmar). Até agora, os militares atacava-nos sem qualquer pretexto.

Os Rohingyas são cerca de um milhão; são de etnia bengali religião muçulmana, embora subsista uma minoria hindu. Os birmaneses, budistas,  não lhes reconhecem a nacionalidade. Os Ruhingia são vítimas de ódios étnicos e religiosos.  O Bengladech também não os quer.

O caso tem suscitado alguma internacionalização da defesa da liberdade religiosa. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, criticou há dias a perseguição.  O Papa Francisco criticou-as também, o que merece elogio pois é uma defesa altruísta e arriscada para a minoria de menos de meio milhão de católicos birmaneses, cerca de um por cento da população da Birmânia. Erdogan, presidente da Turquia, defendeu os perseguidos, arvorando-se em protetor dos muçulmanos pelo mundo e quiçá abrindo uma nova frente com as potências asiáticas.

A Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas (1948)  reconhece em termos fortes a liberdade religiosa. Mas na Ásia e no Médio Oriente ela não é respeitada. Os Estados Unidos publicam um relatório anual elaborado pelo seu ministério dos Negócios Estrangeiros, o State Department,  mas só por acaso tomam a defesa operacional da liberdade religiosa nos conflitos em concreto. Washington não se pronunciou sobre a dimensão religiosa da perseguição dos Rohingyas.  A União Europeia ignora esses problemas.

O Papa Francisco tem uma visita marcada à Birmânia. Se a visita se confirmar, será bom sinal.

 

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