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O diário «Público» tortura José Vera Jardim põe-o confesso > Temos que perseguir o Catolicismo e a Religião em geral!

Janeiro 23, 2017

 

veranetodelenine

Um neto de Lenine recémnomeado para o organismo encarregado de extinguir a religião no nosso país, organismo propagandisticamente designado por Comissão da Liberdade religiosa, na visão do diário Público

“Tenho muitas dúvidas sobre a legalidade da isenção do IVA” , titula o Público, resumindo a sessão de tortura democrático-jornalística a que submeteu o Dr. José Vera Jardim, presidente da Comissão de Liberdade Religiosa.  Com o fim de adormecer o leitor, aquele periódico acrescenta em subtítulo: «Para Vera Jardim, a Igreja Católica devia ser obrigada a aderir à consignação fiscal dos crentes através do IRS, já prevista na lei, e aceitar o fim da isenção do pagamento».

veramuitasduvidas

O Público dá este subtítulo porque sabe que os seus leitores só lhe lêem as gordas ou, se o lêem as magras, são incapazes de as compreender. Vera Jardim não diz o que o subtítulo diz. Nunca diz que a Igreja Católica devia ser obrigada.Pelo contrário.  Ou o matutino Lisboa-Porto não compreendeu a frase, o que o autodesqualifica, ou compreendeu e oculta-a, o que o autodesqualifica. O Dr. José Vera Jardim afirma sim que a isenção do IVA é suscetível de ser contestada pela Comissão de Bruxelas, o que será mau para a religião em Portugal (ao contrário do que o Público  sugere, não é só o catolicismo a beneficiar da isenção do IVA). A Igreja ficará inatacável no nosso país se adotar o sistema da «consignação»  do IRS (quantos leitores daquele matutino compreenderão esta fras, e em particular a palavra consignação?) . O Dr. Vera Jardim sugere ao catolicismo português um método de se proteger de eventuais ataques laicistas da União Europeia, e de um seu agente português, o jornal  « Público» , este apresenta o presidente da Comissão de Liberdade Religiosa como autor e promotor desses ataques persecutórios. Estado e Igreja supõe que o desmentido do Dr.  Vera Jardim ao jornal Público não foi remetido por a vítima partilhar a virtude cristã da caridade para com os pobres  de espírito e malfeitores em geral.

Esta intoxicação operada pelo diário fundado por Belmiro de Azevedo e Vicente Jorge Silva  tem algum êxito: Estado e Igreja conversou com um  bom  e culto católico que acreditava que o Dr. Vera tinha passado para o laicismo agressor- Era um leitor que acreditava (e talvez ainda acredite) que o Público respeita a deontologia profissional que diz praticar. Era assim quando o autor do presente blog nele colaborava (sem o menor mérito dele nesse respeito pela liberdade) e antes daquele jornal ter saneado por razões religiosas o seu jornalista António Marujo. As declarações do Dr. Vera são absolutamente kosher. A intoxicação é que já nos entrou na massa do sangue e nem nos damos conta dela.

Estado e Igreja transcreve a seguir a negro as perguntas do Público ao Dr. Vera Jardim, sem as respostas dele – porque sem as resposta o leitor percebe melhor a intoxicação jornalística a intoxicação.   Observações metodológicas e deontológicas a essas perguntas  seguem entre parêntesis retos, em redondo.

No Verão, o Governo recuou na polémica em torno da cobrança de IMI aos imóveis da Igreja Católica não directamente afectos a fins religiosos. Justifica-se essa isenção?

 O Governo acabou por concordar que sim. Bem, na sua opinião? [este bem mostra que o procurador deixa o acusado responder com liberdade]

Isto [o que não seja para fins religiosos] abrange os espaços de alojamento de famílias carenciadas?

Como se compreende que pela Concordata um sector social como as misericórdias, estando num mercado concorrencial como é o da Saúde, continue a beneficiar deste estatuto de excepção que o livra do pagamento de impostos?

E os hospitais detidos pelas misericórdias não beneficiam deste estatuto de excepção?

Não seria exigível que os contribuintes pudessem saber quantos milhões estão a ser desviados de outros fins para apoiar entidades religiosas?

Isto [a  «consignação de receitas»] como forma de compensar o fim da devolução do IVA?

A questão [da legalidade da isenção do Iva] foi suscitada [na União Europeia]?

A questão é se, num país com dois milhões de pobres, se justifica que o Estado gaste tanto dinheiro com as religiões. [a partir de quantos milhões de pobres se justifica a liberdade religiosa?]

Mas deixa de amealhar para reinvestir.
Mas isso justifica que essa laicidade seja ferida pelos exemplos já clássicos: a presença de representantes católicos nas cerimónias do Estado, a velhíssima questão dos crucifixos nas escolas…

Se o leitor tiver a necessidade de desmontar até ao fim a intoxicação do Público, tem o link dela na ilustração que abre o presente post. Estado e Igreja permite-se sublinhar que a noção de laicidade, estabelecida em França num dado contexto histórico para assegurar a liberdade religiosa, é usada no Portugal dos nossos dias para impedir a liberdade religiosa.  Não por todos. O Dr. José Vera Jardim recorre à palavra laicidade e defende a liberdade religiosa.  Mas a nossa Constituição não acolhe esse conceito. Aliás, o leitor observou que o Público nunca pergunta ao presidente da Comissão de Liberdade Religiosa como pode ele defender a dita. Prefere apresentá-lo à luz diáfana da fantasia como o perseguidor futuro da nossa liberdade religiosa.

Se o leitor tiver tempo e paciência, queira comparar a anterior  entrevista  do  Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa com outra, dada por ele à agência noticiosa católica, e cujo endereço segue abaixo. Parece até uma conferência de imprensa.

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/igrejaestado-liberdade-religiosa-implica-respeito-pela-presenca-social-das-igrejas-vera-jardim1/

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