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O Cristianismo no Cerne da Guerra na Síria

Outubro 12, 2015

SíriaReligiõesMapa

Os cristãos na Síria rondarão um décimo da população, situado sobretudo no litoral próximo das zonas de maioria xiita, que apoiam Bachar al Assad (para ampliar, clique o mapa)

Um pensamento preguiçoso atribui à economia a guerra na Síria. Que riqueza natural tem a Síria que assim excite as cobiças mundiais? A guerra na Síria é um conflito de identidades, entre os laicos, que querem a liberdade religiosa e a derrota dos terroristas fundamentalistas islâmicos (Bachar al Assad, a Rússia) e democráticos, que querem impôr a chamada «primavera árabe», seja ela respeitadora ou não dos direitos individuais (Estados Unidos, França).
As televisões e a grande imprensa ocultam esta dimensão, pois na Síria o Ocidente esqueceu a liberdade religiosa e este tema questiona esse lamentável esquecimento. Contudo, na Web há mais informações: se escrevermos “Cristianismo Síria Rússia” no motor de busca Google Web verificamos que os nove primeiros sites vão direitos ao assunto; vejamos os quatro primeiros (o quinto repete): «cristãos sírios confiam mais na Rússia do que nos EUA contra o Estado Islâmico», escreve gospel@com.br. «Por que a Rússia, e não o Ocidente, defende os cristãos na Síria?», interroga-se o célebre Estadão paulista. «Cerca de 50 mil cristãos sírios pediram ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia que lhes seja concedida cidadania russa», diz A Voz da Rússia (br.sputnik.news.com). Um quinto tema é também de uma fonte russa. Se procedermos a idêntica busca em inglês, obtemos resultados paralelos. Mas em francês não: a religião não aparece, o que revela ser mais intenso em França o controle informativo, pois o este tema desagrada a Paris – e agrada a Moscovo. O respetivo Patriarcado aprovou a intervenção russa na Síria, em termos explicitamente religiosos e favoráveis aos cristãos.
Se os motivos económicos na Síria relevam de um marxismo de 5ª ordem, já é de mencionar a vontade de poder: a Rússia recorre à Síria para se afirmar no mundo –e para se defender da ameaça do terrorismo islâmico. O facto, porém, é que a Rússia escolhe alianças cristãs ou laicas, na região. Qual o motivo por que Paris e Washington se aliam debaixo da mesa a grupos próximos da Al Qaida e deixam cair na Síria a bandeira da liberdade religiosa? Seja como, parece que Woody Allen não tinha razão ao dizer: «Deus morreu, Marx morreu e eu também não me sinto bem». Deus não morreu. Pelo menos na Rússia e no Médio Oriente.

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  1. Outubro 12, 2015 1:43 pm

    Um leitor enviou o seguinte comentário: «Agradeço, especialmente, a preciosa informação relativa à Síria. O que refere – e de certo modo corresponde à minha hipótese’ de leitura anterior – é muito grave e é ‘ignorado’ pelas opiniões dominantes.».
    Outro leitor escreve: «Claro que tenho de concordar com o facto de o cristianismo estar no centro dos horrores a que assistimos na Siria!
    «Mas a Historia vinga se e eu recordo as barbaridades que os cruzados cometeram la para aquelas bandas em nome do sempre presente Deus!
    «Deus morreu?
    «Não sei,francamente! Mas sigo Sartre quando diz: o Inverno sao os outros.
    Preocupa me sinceramente o que diz o Papa Francisco sobre a proximidade da III Guerra!?
    E que Francisco fala com Deus……logo sabe do que fala.».

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