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Atentado na Sinagoga de Copenhaga: A Reação Europeia fortalece os Terroristas fundamentalistas islâmicos

Fevereiro 16, 2015

AtentadoCopenhagueSinagoga
Um terrorista fundamentalista islâmico matou anteontem duas pessoas na sinagoga de Copenhaga. As reações oficiais são de molde a estimular o terrorismo: a primeira ministra dinamarquesa foi ao local e de voz estrangulada garantiu que os seus cidadãos continuariam o combate; o primeiro ministro de Israel incentiva a ida de judeus para Israel pois assim garante-lhes a segurança, o que sugere que a metralhadora de um criminoso tarado mudou (ou revelou a mudança) em termos significativos das condições de segurança dos judeus na Europa.

Magnificar a importância dos efeitos do terrorismo é a maneira mais certa de o estimular.

GrahamGreene

Graham Greene

Graham Greene,n o célebre escritor inglês, num dos seus Ensaios Católicos, explicou isso bem e simplesmente: um jovem tarado incendeia uma cidade e mostra-a incendiada para se enaltecer aos olhos da namorada.

EnsaiosCatólicos

Por repugnantes que sejam as acções dos terroristas fundamentalistas islâmicos, elas são de uma irrisória natureza qualitativa e quantitativa. A berraria dos responsáveis europeus transforma uns casos de polícia (ou de hospital psiquiátrico) num Armagedão, envaidecendo assim os seus autores, amplificando os efeitos dos seus crimes e incitando-os a continuarem. No plano das relações de força, valeria mais atentar nas palavras do general Sissi, presidente do Egito: há sete biliões de habitantes no planeta, dos quais um bilião são muçulmanos; se este bilião quiser eliminar os restante seis por certo falhará. Este falhar é prennhe de significados que, claro, não escapou ao sagaz chefe de Estado egípcio. Que leva os responsáveis europeus a perderem a cabeça?

A resposta certa ao terrorismo é outra: é fortalecermos as nossas crenças, a nossa identidade simbólica, seja ela qual for (religião tradicional, espiritual x ou y, religião cívica, uma articulação entre várias delas).

Mas os responsáveis ocidentais enfraquecem essa identidade simbólica, transformam uns repugnantes casos de polícia numa guerra mundial, centram o combate àquele terrorismo na apreciação da relação de forças e berram tanto contra as suas ações que nos fazem crer que estão assustados – e conseguem mesmo assustar muitos de nós. O exemplo viera do inenarrável Presidente Hollande, e está a gerar escola. Depois da ter promovido a gritaria à volta do Charlie Hebdo, a França ainda não conseguiu aprovar o começo das aulas de civismo nas suas escolas. Mas Hollande soube ir à embaixada dinamarquesa em Paris prometer apoio … para defender os dinamarqueses de um criminoso tarado de metralhadora.

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3 comentários leave one →
  1. Fevereiro 16, 2015 11:46 am

    Palavras sensatas.
    Todo o incendiário aspira à celebridade.
    O exemplo do Hollande é confrangedor. A grande França governada por um homenzeco insignificante!
    Entretanto, os tais terroristas rebolam de gozo a ver os vídeos desta gente tacanha…

  2. José Barreto permalink
    Fevereiro 17, 2015 12:05 pm

    A primeira vítima estava numa conferência sobre a liberdade de expressão e o direito à “blasfémia”, a segunda vítima estava na sinagoga.

    Se o o problema fosse apenas psiquiátrico e policial, era de fácil resolução. Com oito por cento de residentes muçulmanos, parte dos quais perigosamente pouco sensíveis a princípios que para os europeus são essenciais, a França sentiu que tinha de mostrar inequivocamente, como de facto mostrou, que está unida na defesa de aspectos basilares da civilização europeia, como a democracia, a liberdade de consciência e a liberdade de expressão, e disposta a pôr de lado divergências políticas e religiosas para enfrentar o terrorismo com todo o vigor repressivo e com clara afirmação das suas razões e dos seus valores comuns, que não são exclusivamente religiosos ou espirituais.

    As soluções do general Sissi para o problema do radicalismo islâmico podem talvez servir ao Egipto na actual situação desse país, mas não servem à França nem à Europa.

  3. Fevereiro 17, 2015 6:10 pm

    Estado e Igreja agradece os doutos comenários do Doutor José Barreto. O general Sissi não foi louvado (nem criticado) pelas suas soluções mas pela sua exata apreciação da relação de forças à escala mundial. Estado e Igreja duvida da facilidade da resolução do problema piolicial do terrorismo fundamentalismo islâmico: basta atentar que que nos recentes atentados em Paris e em Copenhaga os teroristas estavam fichados pelos serviços de informação, ou já tinham sido presos, e a polícia foi incaoppaz de os impedir de praticarem os seus atos nefastos. Estado e Igreja também não sugeriu que o proble daquele terrorismo fosse exclusivamente psicológico mas referiu a dimensão psicológica por ela parecer necessária à definição do perfil dos criminosos e para salientar que não há uma adesão em massa dos muçulmanos europeus às teses do fundamentalismo islâmico. A questão essencvial parece porém ser a seguinte: onde o Doutor José Barreto vê uma França «inequivocamente (,,,) unida», Estado e Igreja vê uma França insegura da sua identidade simbólica e dividida na sua atitude face aos muçulmanos, quer aos europeus, quer aos do Médio Oriente. E, como está dividida quanto à sua identitdade, tende a avolumar a força do innimigo e a atemorizar-se.

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