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O Presidente Hussein Obama e a Liberdade das Minorias religiosas

Fevereiro 9, 2015

ObamaReligiãoMarx

A religião do atual Presidente dos Estados Unidos é um tema  debatido naquele país

Sábado passado, falando no dia nacional da oração, o Presidente Barack Hussein Obama afirmou:
«A não ser que subamos para o nosso cavalo grande e pensemos que estamos num lugar único, lembremo-nos que durante as Cruzadas e a Inquisição, as pessoas cometeram atos terríveis em nome de Cristo. Na nossa pátria («homeland»), a escravidão e o racismo à Jim Crow [depois da Guerra Civil] foram demasiadas vezes justificados em nome de Cristo». Hussein Obama abordou depois a reação francesa aos massacres dos jornalistas do Charlie Hebdo e dos clientes de um supermercado judeu em Paris: «Se defendemos o direito legal de uma pessoa insultar a religião de outra, somos igualmente obrigados a usar o nosso direito à liberdade de expressão para condenar esses insultos – e levantarmo-nos para de ombros nos ombros apoiarmos as comunidades religiosas, em particular as minorias religiosas, que são os alvos desses ataques».

Estas declarações causaram furor nos Estados Unidos sobretudo entre os evangélicos, que as interpretaram como um ataque ao Cristianismo.

Estado e Igreja concorda em absoluto que os muçulmanos devem ser dissociados do terrorismo fundamentalista islâmico (mais que não seja por tal dissociação corresponde à verdade empiricamente verificável) e que devemos condenar os insultos à religião, em particular de minorias religiosas, sejam eles proferidos em nome da liberdade de expressão ou em nome de qualquer outro deus menor. Embora os insultos à religião não sejam definíveis apenas pelos religiosos da religião ofendida (real ou supostamente).

Por isso, Estado e Igreja atreve-se a colocar duas perguntas ao Presidente Hussein Obama:

• Não acha contraproducente, na perspetiva da liberdade religiosa, comparar do ponto de vista moral atos praticados há setecentos anos, como as Cruzadas, com atos praticados hoje e amanhã, embora formalmente todos tenha sido praticados em nome da religião? Hussein Obama preside ao executivo de um grande país do século XXI, é professor de história das mentalidades ou dirige um seminário de filosofia moral comparada?

• Sentindo-se tanto, e aliás tão justamente, com a perseguição quase exclusivamente verbal aos muçulmanos no Ocidente cristão, o Presidente Hussein Obama sentiu-se em relação aos massacres reais e em curso das minorias cristãs no Médio Oriente, no Iraque, Iraque libertado pela sua pátria («homeland») post Jim Crow? Ou sentiu-se e alguma força superior (e que nos foi ocultada) impediu-o de praticar ações para defender essas minorias? Também não se sente, por exemplo, face à violação da liberdade religiosa na Arábia Saudita, nomeadamente contra os chiitas (que aliás começaram a revoltar-se no Iemen, a sudoeste daquele país) e as minorias de imigrados?

• Tendo em conta o Holocausto, e o consentimento dos Estados Unidos ao dito, não valerá a pena dizer hoje uma palavrinha especial sobre o dito?  Esquecer o ataque ao supermercado judeu de Paris estará moralmente justificado por parte do Presidente dos Estados Unidos?

*
Para ler mais sobre as declarações do Presidente Hussein Obama:
http://www.independent.co.uk/news/world/americas/obama-criticised-for-telling-christians-to-get-off-high-horse-over-islamic-extremism-10030790.html

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