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Washington, Londres armam os Terroristas «islâmicos» na Síria

Novembro 24, 2014

SíriaMapaComunidadesCristãs

Síria: comunidades cristãs e zonas dominadas pelos fundamentalistas islâmicos apoiados pelo «Ocidente» (Fonte:Daily Telegraph) Para ampliar, queira clicar no mapa

A narrativa oficial é sempre a mesma: o mundo estaria em paz se não fosse o terrorismo islâmico e por isso o Ocidente, a Nato tem que o combater, nem que para isso espie os seus cidadãos e sacrifique as liberdades.

Esta narrativa é falsa. O «Ocidente» arma os terroristas chamados islâmicos na Síria pelo menos e combate o governo de Bashar-al-Assad, o qual combate o fundamentalismo islâmico. O alibi maquiavélico-securitário é que os terroristas fundamentalistas são aliados dos nossos aliados democratas liberais sírios, que deles precisam, pois faltam-lhes apoios. Estamos a ver o que este truque deu na Líbia, um país que as bombas ocidentais puseram a oscilar entre o fundamentalismo islâmico e o caos. O Daily Telegraph, um conceituado quotidiano conservador londrino, acaba de publicar uma reportagem na povoação síria de Izraa, em que católicos sírios acusam Washington e Londres de duplicidade e um sacerdote católico diz: «Sr. Cameron, não nos mande ajude mas pare de armar os terroristas».

A expressão «terrorismo islâmico» é aliás duplamente abusiva: por um lado, porque muitos dos «terroristas» são  agentes do «Ocidente» laico ou cristão; segundo porque sugere que o Islão no seu conjunto apoia o dito terorismo. Nada mais falso do que supor esse apoio generalizado: o Islão é uma religião organizada de modo descentralizado que muito raramente apoia ou combate em bloco em bloco seja o que for, seja quem for. Ao que sabemos, apenas uma pequena minoria de fundamentalistas islâmicos apoia o terrorismo. Confundir a parte com o todo é perigoso: une os muçulmanos inimigos da paz e divide os seus amigos.

Washington, Londres e Paris, com a cumplicidade dos governos da Nato, incluindo o nosso, concretizam na Síria por interpostos fundamentalistas  um genocídio cultural de grandes proporções, que, a triunfar,  resultará no extermínio das comunidades cristãs nas terras que foram o seu primeiro berço. Não  só o povo sírio é assim derrotado: o Sumo Pontífice e o arcebispo de Cantuária alinham entre os vencidos da Síria de hoje, pois ambos apelaram sem êxito à intervenção dos países europeus ditos «Estados de Direito».

*

A citada reportagem, ilustrada com fotografias informativas, está acessível

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/syria/11247798/Syrian-Christians-Help-us-to-stay-stop-arming-terrorists.html

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