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O Papa Francisco e o Arcebispo deCantuária pedem Intervenção armada no Iraque

Agosto 17, 2014

Cristãos em Mosul

Cristão em Moçul, há dias

Quarta feira passada, 13 de agosto, o Papa Francisco apelou a Ben-Ki-Moon, secretário geral ds Nações Unidas,  pedindo «uma intervenção para pôr termo à tragédia humanitária no Iraque» e encorajou os diferentes órgãos das organização «a continuarem os seus esforços em conformidade com a Carta das Nações Unidas». Como é sabido, a Carta autoriza o recurso à força, quando votada pelo Conselho de Segurança, e por isso temos que considerar que o Sumo Pontífice a solicitou de modo inequívoco ainda que implícito. Está em causa a ação ISIS, agora redenominado Estado Islâmico (IS na sigla inglesa)

Justin Welby, arcebispo de Cantuária, o primaz da confissão anglicana, avalizou uma carta do bispo de Leeds, Nicholas Baines, ao primeiro ministro britânico, David Cameron, acusando-o de ter uma política para o Médio Oriente mal pensada, incoerente e determinada «pelo meio de comunicação social que num dado momento  fala mais alto». É uma crítica «devastadora», comentou The Observer, que ontem divugou a carta. Baines acusa Camero de «virar as costas ao sofrimento dos cristãos»: respondeu prontamente à perseguição a 30 mil Yazidis e ignorou dezenas de milhares de cristãos perseguidos em Moçul, a segunda cidade do Iraque.

Na sequência do apelo papal, várias autoridades católicas têm tomado o partido da intervenção. A mais extraordinárias é a de Bruno Cadoré,  geral dos Dominicanos, bem implantados no Iraque, que se dirigiu aos chefes de Estado, solicitando uma intervenção humanitária das Nações Unidas. A argumentação católica a favor do uso da força assenta no direito de legítima defesa, assinalava ontem Le Figaro.

Estado e Igreja sublnhou faz hoje oito dias a contradição entre a justificação dada para a intervenção iraquiana pelo Presidente Obama e as reclamações nesse sentido dos cristãos. Assistimos  esta semana a uma inédita mobilização de duas grandes confissões cristãs tendo por objeto a diplomacia do Estado.

Em Portugal não há notícia de nenhuma ação a favor do apoio aos cristãos iraquianos.

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Fontes

http://www.cath.ch/detail/trag%C3%A9die-irakienne-le-pape-fran%C3%A7ois-lance-un-appel-%C3%A0-ban-ki-moon

http://www.theguardian.com/politics/2014/aug/16/church-of-england-attack-david-cameron-middle-east-policy

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