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As Igrejas nas comemorações do 40º Ano do 25 de Abril: nem laicização nem compreensão

Abril 7, 2014

DN25abr1974P1Começaram a ser anunciados os programas das comemorações do 40º aniversário do 25 de abril.  O 25 de abril foi um acontecimento do Estado e das Forças Armadas, só por carambola atingindo a Igreja. Por isso Estado e Igreja pergunta: que papel desempenham nessas comemorações as confissões religiosas e em particular o catolicismo, a maioritária, nessas comemorações? Se as igrejas não tiveram papel algum, será um sintoma de regresso do laicismo ou, para sermos mais rigorosos e tendo em conta que tratamos de comemorações sociais e não governamentais, de secularização.

Relanceemos os programas de três comemorações significativas:

  • Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa,
  • Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com a Associação 25 de abril e a Fundação Mário Soares,
  • « A Ditadura Portuguesa Porque durou Porque acabou», organizado pela historiadora publicista Irene Pimentel e pelo jornalista historiador José Pedro Cstanheira.

Os dois últimos explicitam o tratamento da problçemática da religião e das igrejas no contexto do 25 de abril; só o primeiro não as inclui de modo expresso, embora talvez as aborde em algumas das suas secções ou no anunciado estudo de opinião sobre o modo como os portugueses de hoje vêem o 25 de abril de 1974.

O encontro do Instituto de História Contemporânea, que decorrerá no teatro D. Maria consagra uma sessão plenária ao tema «Revolução e religiões» Alfredo Teixeira (antropólogo e coorenador de um estudo sobre a religião em Portufgal), David Munir (sheikh da Comunidade Islâmica de Lisboa), Joshua Ruah (antigo presidente da Comunidade Judaica de Lisboa) e D. Manuel Clemente (Patriarca de Lisboa). Nas sessões paralelas, «O partido do Centro Democrático Social (CDS): origens e princípios políticos», será comentado por  Edmundo Alves, ainda que talvez sem específica remissão para a dimensão religiosa daquele partido (Painel 1 Revolução e política: o calor da hora), «Religião e Política na transição para a democracia em Portugal (Abril 1974 – Novembro 1975)» será comentado por Paula Borges Santos (Painel 6 Entender as transições).

O encontro «A Ditadura Portuguesa Porque durou Porque acabou», que decorrerá na Fundação Gulbenkian,  incluirá uma exposição de Paulo Fontes sobre «A ‘oposição católica’ ao Estado Novo em debate: crítica, dissidência e resistência política no seio do catolicismo militante» (Painel 3 – As Oposições ao Regime) e um «Testemunho» de D. Manuel Clemente.

Estado e Igreja não se propõe comentar os programas daquelas iniciativas, mas apenas assinalar o papel que conferem às igrejas.  Esse papel é significativo o bastante para que, neste critério simples, devamos excluir a lógica da secularização, mas demasiado simplificado para que sejamos autorizados a pressupor um interesse profundo pela análise das relações Estado-Igreja (faltam, por exemplo, referências à articulação Estado-Igrejas, só Paulo Fontes refere no título a confissão largamente maioritária, não é expressa a menor referência  aos protestantes, quer os tradicionais, quer os novos, não é referida a problemática da Liberdade Religiosa e da sua Lei).

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