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«Questões fraturantes»: a História começou a andar para trás?

Fevereiro 3, 2014

FrançaManifPelaFamília3fev14Ontem em Paris, manifestantes católicos a favor do casamento tradicional. O Sr. Valls, ministro do Interior, tratou-os de «antirrepublicanos». Le Figaro mascarou-os de republicanos, isto é, de patriotas

Ontem em Paris  umas cem mil pessoas exigiram a demissão do Presidente Hollande devido às questões fraturantes: casamento gay e teoria do género, que acusam o Governo de querer impor nas escolas; em Lyon decorreu uma manifestação paralela. Esta manifestação reuniu militantes católicos e de outras religiões, que tomam partido nas chamadas questões fraturantes. O Governo já respondeu: vai impedi-los de imporem a sua conceção da família.

Os manifestantes franceses suspreendem pela quantidade e pela continuidade – há meses que todos os domingos uma manifestação católica/legitimista/direitista ocupa as ruas da capital francesa. Mas estes vigorosos e numerosos manifestantes estão na oposição e por isso no caso das questões fraturantes francesas é ilícito afirmar que a História anda para trás.

Em Espanha, o caso muda de figura: o governo do PP restringe o aborto legal a casos mínimos, tipo salvaguarda da vida da mãe; até há pouco os governos e as maiorias parlamentares alargavam as condições do aborto legal, pois concebiam-no como um direito humano. O sentido da história é o dos direitos humanos: o futuro é mais direitos humanos, mais liberdade individual, mais mercado mundial.

No caso dos nossos vizinhos o poder mudou de orientação e a História anda para trás pois no sentido até agora dominante diminuem os direitos humanos.

O PP espanhol inclui na sua matriz a democracia cristã, entre outras correntes doutrinais. Numerosos católicos, mas curiosamente não os bispos, aparecem a combater o aprofundamento dos direitos humanos, de braço dado com crentes de outras religiões. O paradoxo é que a noção de sentido da história nasceu do judeo cristianismo. Hoje, os cristãos estão entre os mais vigorosos opositores desse aprofundamento.

Conseguirão inverter o sentido da história? A História virou de rumo, ainda que provisoriamente? É cedo para respondermos, mas não é tarde para sobre esse problema nos interrogarmos.

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