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Inovação histórica: Alemanha cristã prega Moral a Israel judeu

Outubro 21, 2013

JerusalemPostTítuloJersusalemPostMerkelBibiSexta-feira passada, dia 18 de outubro de 2013, foi um dia histórico: pela primeira vez depois do Holocausto, um político alemão pregou moral a Israel. Foi a Chancelarina Merkel: ao receber em Berlim o primeiro-ministro israelita Benjamin (Bibi) Netanyahu, recomendou-lhe «contenção» face à construção de colonatos. A palavra inglesa é mais forte: «restraint». No mesmo dia, recebeu o presidente da Autoridade Palestiniana (na foto acima).

Os mass media prestaram ao evento uma atenção inferior à que ele merece. Estado e Igreja não se propõe analisar a questão dos colonatos judaicos  na margem ocidental do Jordão mas sim caraterizar a originalidade do recente movimento alemão e relacioná-la com as relações entre a religião e a política.  A Alemanha mantém a tradicional atitude de boas relações com Israel e é no seu quadro que avança aquela inovação. Berlim pretende desvalorizar a inovação: a Srª Merkel apresentou-a como se ambos os países «concordassem em discordar», afirmou que a «sempre» apoiara a existência de dois Estados na região – como se tal apoio fosse idêntico a atacar Israel –  e  Der Spiegel , no geral oficioso em política externa, toca essa nota continuista. Berlim quis valorizar uma peça do seu jogo e ao mesmo tempo deixá-la adormecida para a usar em ulteriores desenvolvimentos. É porém fora de dúvida que Berlim inovou, pois passou a criticar Israel em público.

MerkelBibiSpiegel

A inovação germânica, porém, é perigosa:  se Israel é violento, os judeus sê-lo-ão também e, sendo violentos, terão provocado a pobre Alemanha nos anos 1930; era essa, aliás, a hoje esquecida tese dos nacional-socialistas, tese que conduziu ao Holocausto.

Terá este movimento estatal algo a ver com religiões? À primeira vista, não tem: tanto a Alemanha da constituição de Bona como Israel sionista são estados laicos. Mas é difícil ignorarmos que a CDU leva a palavra cristão no seu nome e que, para acentuar o símbolo, a chancelarina é filha de um pastor luterano – a denominação cristã de onde aliás proveio a maioria dos nazis ditos cristãos, os Deutsche Christen. Como é difícil ignorar que o único Estado sionista não existiria sem o consentimento ou o apoio da sinagoga.

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