Skip to content

Cristão Recorrem em Estrasburgo Contra a Discriminação Religiosa no Reino Unido

Setembro 6, 2012

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, sediado em Estrasburgo, França, começou anteontem as audições públicas de quatros assalariados do Reino Unido, todos cristãos, que devido à sua religião, se consideram discriminados  no posto de trabalho e não viram satisfeitas as suas revindicações nos tribunais de trabalho britânicos. As petições são individuais mas as audiências conjuntas. A seguir, os peticionários e as petições.

 

Nadia Eweida, copta de origem egípcia;  era hospedeira da British Airways que a despediu por usar um crucifixo no trabalho; a empresa entretanto liberalizou o seu comportamento.

Shirley Chaplin, enfermeira do Serviço Nacional de Saúde britânico: usava um crucifixo em serviço e foi removida para a secretaria.

Gary McFarlane, consultor matrimonial em Bristol: despedido por recusar aplicar terapia a gays

Lilian Ladele, conservadora do registo civil no norte de Londres, recusou oficiar em cerimónias de união civil entre pessoas do mesmo sexo.

James Eadie, advogado do governo britânico, afirmou que a proibição do uso do crucifixo no local de trabalho «não impedia ninguém de praticar a religião em privado»; acrescentou: «um cristão» ou crente noutra religião em dificuldade «não sofre discriminação» se tem a possibilidade de «se demitir e ir para outro emprego». Dinah Rose, advogada da Srª Ladele, criticou este argumento: um patrão pode despedir todos os empregados judeus se estes conseguirem arranjar outro emprego? Ou não empregar judeus porque os outros os empregam? James Dingemans, advogado da Srª Eweida, afirmou que o empregador da sua cliente consentia o uso de signos religiosos não cristãos: o turbante sikh, a kippa judaica e o hijab islâmico.

O assunto provoca emoção no Reino Unido. Vários cristãos acusam os tribunais britânicos de parcialidade neste assunto.  Os defensores das decisões dos tribunais afirmam que anular as decisões judiciais contestadas abalaria o princípio da igualdade. Se os queixosos vencerem, passará a haver «uma hierarquia de direitos» com a religião no topo, afirma Keith Porteous Wood, responsável da  National Secular Society (NSS).

A sentença deverá demorar algumas semanas.

Há poucos meses, o Tribunal de Estrasburgo deu uma sentença autorizando a presença de crucifixos nas salas de aula de escolas públicas em Itália.

Anúncios
No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: