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Documentos Inéditos da Comissão da Lei da Separação numa Mostra no Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças

Julho 13, 2011

Os documentos da célebre Comissão Central da Lei da Separação do Estado das Igrejas começam por fim a ser mostrados, numa excelente exposição organizada pelo Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças.

A exposição, intitulada A Lei da Separação Estado e Igreja na República, foi comissariada pelo Mestre Sérgio Ribeiro Pinto que, com Ana Gaspar, Mário Franco e Paulo Pereira, também fez a pesquisa. A direcção e a produção são da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e da Secretaria-Geral do Ministério das Finanças e da Administração Pública.

A exposição prova que o Ministério das Finanças funciona, e não apenas para nos levar o dinheiro dos impostos: todos os papéis da Comissão da Lei da Separação foram por ele conservados religiosamente –   é esta a palavra, dado o tema e o extremoso cuidado.

A exposição é fascinante: cada capítulo da Lei da Separação merece um painel recheado desses documentos desprovidos de valor de mercado e plenos de valor testemunhal. O leitor pode ver, por exemplo, a reprodução das provas tipográficas da Lei da Separação no Diário do Governo, corrigidas pela mão de Afonso Costa, o ministro da Justiça do Governo Provisório,  ou sob a orientação dele. Estão patentes muitos outros documentos originais, sempre por exemplo, os processos ao arcebispo de Évora e a D. Manuel Vieira de Matos, em 1917; os processos a muitos párocos. Há ainda documentos de outro tipo.

O leitor tem acesso a todos os documentos expostos indo à página web da mostra:

http://www.sgmf.pt/leiseparacao-expo/

Ao que sabemos, é a primeira exposição portuguesa cujas peças estão todas disponíveis na web. Por isso, parabéns ao Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças.  Além dos documentos expostos, a página web mostra a estrutura da exposição e as condições de visita.

Em todo o caso, sugerimos ao leitor que vá à exposição A Lei da Separação Estado e Igreja na República  não apenas pelo seu próprio computador mas pelo seu próprio pé: se clicar no site acima, entrará nas pastas digitalizadas do Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças mas terá algum trabalho para encontrar os documentos expostos – que são os mais sexys – pois ignora em que parte desses processos eles se encontram e por isso, para os encontrar, terá que consultar os processos, documento a documento. Mesmo que descubra um processo para ir direito ao documento exposto,  ver os originais tem um pique diferente de olhá-los na web, onde por vezes custam a ler. A exposição encerra no próximo dia 31 de Agosto e está aberta  nos dias úteis, entre as 10h00 e as 17h00.

Por outro lado, o Arquivo Contemporâneo organiza visitas guiadas. Talvez lhe interessem. Quando são conduzidas pela Drª. Ana Gaspar, podemos assegurar que são muito informativas. Os pedidos de marcação deverão ser feitos por telefone (21 885 41 00) ou por e-mail (arquivo.financas@sgmf.pt). Sugerimos ao Ministério das Finanças que  mantenha a mostra aberta depois do recomeço das aulas do secundário, o que permitirá que ela exerça uma acção educativa entre os alunos daquele grau de ensino, por certo sem nenhum custo financeiro adicional.

A visita é ainda mais agradável pois a exposição fica num belo edifício pombalino; a foto seguinte mostra-o do lado da avenida Infante D. Henrique, estando o fotógrafo de costas para a Praça do Comércio.

Não se assuste, a exposição ocupa uma pequena parte do edifício, cá à frente… A entrada é no polongamento da rua da Alfândega, frente ao prédio acinzentado que aparece à esquerda na foto. A duração da visita depende da sua disposição para ler documentos. A exposição inclui material gráfico, mas a sua maior parte é texto escrito – manuscrito, escrito à máquina ou em tipografia. Sugerimos que leve os seus óculos de ver ao pé, se precisa deles para ler. Uma hora de visita dar-lhe-á uma ideia razoável.

Voltando ao belo edifício:  fica frente ao chafariz joanino, pouco antes da Alfândega. Se for de Metro e sair na estação do Terreiro do Paço, lado nascente, são dez minutos a pé – mas em calçada lisboeta pura e dura. Também dão acesso os autocarros que servem Santa Apolónia. Pode ir no eléctrico 28, sair na Sé, e andar um pouco. Há um pequeno parque de estacionamento pertíssimo do Arquivo; quando lá fomos,  havia alguns lugares vagos.

A morada exacta do Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças é: Largo do Terreiro do Trigo, n.º 29.

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One Comment leave one →
  1. Raquel permalink
    Agosto 11, 2011 11:50 am

    Bela iniciativa. Para investigadores que estão fora de Portugal a consulta on line de documentos ajuda bastante.

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