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O «Judas» da Queima de 1911 era Castanheira de Moura

Abril 17, 2011

Em 1911, a população de numerosas localidades portuguesas aproveitava o Sábado de Aleluia para proceder à «queima do Judas»: era um boneco de palha, apupado pela população que o condenava pelos males de que padecia e a seguir o queimava. Na segunda-feira 17 de Abril de 1911, A Capital transformava o boneco de palha do «Judas» num ser humano.

O «Judas» era Castanheira de Moura, que o jornal acusava de estar por trás do «trust» das padarias lisboetas. Fora queimado porque o governo aprovara no sábado de Aleluia a liberdade de entrada no sector da panificação, que era suposta prejudicar os seus interesses.

A caricatura é puro mau gosto ou mau gosto com  laivos de anti-semitismo? O rosto do enforcado deixa-nos a pensar. Mais tarde, nos anos 1920, A Capital  acusará a finança portuguesa de ser judaica – mas então as acusações não deixarão margem para dúvida.

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