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A Lei da Separação aproxima-se e agudiza o conflito

Abril 16, 2011

O capitão Henrique Paiva Couceiro desertara para se juntar às hostes monárquicas na Galiza; a imprensa lisboeta do dia 17 de abril de 1911 – faz hoje cem anos – fora autorizada a publicar o seu manifesto – mas a do Porto não tivera a mesma liberdade;  A Capital desse dia noticiava que Couceiro e o general Espregueira Mendes tinham sido demitidos em Diário do Governo; o mesmo destino tivera o Pe Sena Freitas, cónego da Sé, que o ministro da Justiça, Afonso Costa,  demitia por abandono do lugar;  já estava sem vencimento por se haver ausentado do país sem licença, para o Brasil. Vemo-lo de perfil, na capa de uma obra que lhe foi consagrada pelos professores Luís Machado de Abreu, José Eduardo Franco, Annabela Rita e Jorge Ribeiro.

José Joaquim de Sena Freitas tinha então 71 anos e era um dos mais conhecidos publicistas católicos; fora e deixara de ser lazarista, e era então um ornamento do clero secular; antes do 5 de Outubro, declarara-se republicano e oposto ao laicismo do Partido Republicano Português;  Camilo Castelo Branco elogiara o seu talento literário e era um grande vulto do panorama intelectual do liberalismo português.

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