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Ah! Como Era Diferente o Amor em Portugal! (Há Cem Anos)

Abril 3, 2011

Há precisamente cem anos, no fundo da primeira coluna da página 2, A Capital publicava uma local que, lida com atenção, nos dá interessantes informações sobre o amor em Portugal nessa época. Reproduzimo-la de seguida.

O jornal indignava-se com o fecho de o restaurante «Convento do Padre António» mas parecia admitir que outros estabelecimentos de comes e bebes acumulavam essa função com a de lupanar. Com efeito, o«nem sequer lá existem» os «gabinetes reservados» sugere que estes espaços desempenhavam a dupla função nutritiva e sexual. Os gabinetes reservados eram mesmo reservados: tinham paredes de madeira e os clientes normais não viam para dentro deles.

É caso para evocarmos a deixa d’ A Ceia dos Cardeais (1902), de Júlio Dantas, sobre como era diferente o amor em Portugal –  embora em sentido menos espiritualista.

Quando a porta da esquerda rola, a mesa fica dentro de um gabinete privado – mas o vidro retira a intimidade. O restaurante «Convento do Padre António» era mais modesto do que o acima retratado.

No século XXI, ainda sobejam alguns desses «gabinetes», mas podemos assegurar o leitor que, por certo devido ao aprofundamento da divisão social do trabalho,  desempenham apenas a função apenas nutritiva…

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