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Outro Leigo Ilustre: O Filho do Rei D. Miguel; Fotos Quase em 1ª Mão de Duas das Suas Filhas

Março 30, 2011

O Rei D. Miguel teve um único filho, nascido na Baviera,  em 1853, treze anos antes da morte do pai, que fora o último rei tradicional de Portugal e desde 1833 estava exilado na Alemanha; o jovem foi também batizado  com o nome de Miguel.  Os legitimistas consideravam o jovem nascido em 1853 como o herdeiro do trono português; nessa qualidade, ou noutra semelhante – chefe da casa de Bragança, ramo legitimista -, assinou em 1912 o pacto de Dover, com o primo, também exilado, o Rei D. Manuel II; o pacto destinava-se a facilitar as incursões monárquicas em território da República Portuguesa.

Os legitimistas tratavam o jovem por D. Miguel II, como se fosse rei, mas, ao contrário do pai e do primo Manuel, nunca o fora, o que fazia uma enorme diferença para a opinião pública do começo do século XX. Vemo-lo meditativo numa das suas raras fotos, à esquerda; foi publicada pela Ilustração Portuguesa, em 1912, após o  pacto de Dover e  as primeiras incursões monárquicas. A foto tem um certo encanto romântico e a nebelina pode ser entendida como uma metáfora do fotografado ou, pelo menos, da sua vida pública.

O filho do Rei D. Miguel exercia uma influência considerável em Portugal, pois uma minoria decrescente mas significativa da elite continuava a identificar-se com o Partido Legitimista, de que ele era o chefe; tal como o pai, não distinguia o trono do altar e por isso considerava-se tanto chefe estatal como chefe religioso; era pessoalmente muito católico, como o primo Manuel, aliás;  por numerosas razões, nunca foi considerado pelos monárquicos um candidato sério ao trono; lavravam generalizadas dúvidas sobre o seu QI e sobre o seu bom senso;  em 1920, por pressão dos Integralistas, abdicou do que considerava serem os seus direitos políticos, a favor do seu filho, então menor, D. Duarte Nuno.

Sinal dessa influência é a fotografia de duas das suas filhas na revista ilustrada Brasil-Portugal, de 16 de Março de 1911, o número que estava à venda há cem anos. A revista manifestava simpatias monárquicas e a publicação da foto tinha por único fim agradar aos seus leitores legitimistas – e aos monárquicos liberais que queriam aliar-se com eles contra a República.

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