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O Padre Santos Farinha, legitimista e colaborador da República

Março 22, 2011

Já vimos neste blog uma caricatura do Pe. Santos Farinha, a bailar com o Dr. Bernardino Machado. Foi um dos sacerdotes que mais influência teve na Separação. Vemo-lo ao natural numa fotografia conservada no Arquivo Municipal.

O instantâneo, um pouco tremido como se o fotógrafo tremesse com o movimento dos populares, revela-nos o célebre sacerdote: era forte e atarracado, cabeça grande demais para o corpo, pernas enfermas. Quem diria que o povo de Lisboa ainda era assim no século XX? Sendo prior encomendado da Madalena, Farinha tivera um inesperado e célebre encontro no Avenida Palace com D. Miguel de Bragança, pretendente legitimista ao trono, que visitava Portugal clandestinamente, e que os seus partidários designavam por D. Miguel II. O Padre Dr. Santos Farinha era pároco de Santa Isabel, um bairro onde a nobreza tradicional coexistia com os alfacinhas pobres.Era um táctico hábil e um estudioso erudito.

A caricatura seguinte mostra-o como um bonancheirão, talvez mesmo um pobre de espírito – que ele não era nada. O Papa São Pio X e os bispos condenavam as cultuais acusando-as de serem cismáticas. Os republicanos tentavam ridicularizar o cisma. Caricaturando um defeito do andar do Pe. Dr. Santos Farinha, e relacionando-o por certo com uma definição de corrente de cisma, o desenho d’A Capital, de 4 de Janeiro de 1912, afirma que ele é a «divergência de membros de um corpo clerical».

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