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Greves e Separação Militarizam a República

Março 22, 2011

A Capital, de 22 de Março de 1911, há cem anos exactos, publicava esta fotografia numa primeira página em que as fotografias eram raras. A foto ilustrava o regresso da Madeira do Dr. Alfredo de Magalhães, que lá fora em missão de ordem pública; o ilustre regressado revelava que só usara argumentos suasórios, mas o vespertino republicano continuava desconfiado – a Madeira era uma zona muito católica  –  e sentia-se obrigado a mostrar a força armada da República. A agitação operária e a separação tinham adensado a atmosfera política no continente. A fotografia tem pouca qualidade, mas mesmo assim dá a impressão de força soturna.

Em Paris, La Croix, o diário católico francês, continuava a sua campanha contra a República portuguesa.

Na página 5, anunciava «A anarquia em Lisboa» : era a greve ; tinha havido prisões ; o diário católico noticiava ainda que o jornal berlinense Germania publicara o apelo a favor dos portugueses «vítimas da tirania governamental», que a própria La Croix difundira dias antes.

Aborrecido com estas preocupantes notícias, o nosso republicano pegaria na ILustração Portuguesa do dia 20 para relembrar o concurso hípico  – que suscitava o seu entusiasmo, ao ponto de obrigar a revista a escrever os nomes dos vencedores.

O hipódromo de Palhavã estava localizado na actual avenida de Berna, em frente da Fundação Calouste Gulbenkian e tinha acabado de ser estreado; funcionou até 1918.

 

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