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Os Bispos do Centro Católico: Conceição Santos e outros.

Março 18, 2011

Hoje vamos examinar alguns bispos da Metrópole – como então era dito – que a Santa Sé nomeou depois da concordata informal assinada com Sidónio Pais. Designá-los-emos por prelados do Centro Católico, pois esta associação desempanhava então um papel crucial na estratégia a Santa Sé, – mas eram diferentes uns dos outros e nem todos tinha a mesma posição face ao Centro.

D. Manuel Mendes da Conceição Santos era cónego da Guarda no 5 de Outubro e aí seguiu D. Manuel Vieira de Matos, nos seus combates com a República; foi  depois bispo de Portalegre e mais tarde arcebispo de Évora. Era o prelado mais próximo do Centro Católico. Vemo-lo numa foto oficiosa.

D. Domingos Frutuoso era um dominicano e, de acordo com as tradições da ordem, bom orador sagrado; ensinou religião aos Príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel; foi depois bispo de Portalegre, em substituição de Conceição Santos, e apoiou o Centro Católico. a sua sagração episcopal  desagradava aos monárquicos liberais mas era inatacável pois, pertencendo a uma das proscritas ordens religiosas, desafiava a Lei da Separação.

D. João Evangelista de Lima Vidal não é exactamente um prelado do Centro Católico: fora feito bispo de Angola e Congo no final da Monarquia; fez as malas, ao que parece sem uma autorização expressa da Santa Sé, e veio para Lisboa; depois de um interregno, a Santa Sé, onde tinha um grande amigo na pessoa de Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII,  nomeou-o em 1915 arcebispo de Mitilene e, portanto, auxiliar do envelhecido Cardeal Mendes Belo. Foi depois bispo titular de Vila Real, já nos anos 1920, em pleno apogeu da política do Centro Católico e, já depois do 28 de Maio, dirigiu a Sociedade Missionária Portuguesa (hoje Missionários da Boa Nova) e a restaurada diocese de Aveiro. Era primo do grão-mestre da Maçonaria, Sebastião Magalhães Lima, o que a alguns causava engulhos. Vemo-lo ao centro da foto da Ilustração Portuguesa, à saída de uma missa por alma de Sidónio Pais, na Igreja de S. Domingos, em 1918, quando era vigário geral do Patriarcado.

D. José Alves Matoso não é também um nítido prelado do Centro Católico,  pois foi nomeado em 1915, bispo da Guarda; substituíra com brilho D. Manuel Bastos Pina na diocese de Coimbra e ia suceder a Vieira de Matos na diocese egitaniense, então muito significativa.  Embora tenha sido nomeado antes de 1918, foi-o pelo Papa Bento XV, que reforça o Centro Católico  A 12 de Abril, a Ilustração Portuguesa troca-lhe o nome e o título, e faz-lhe um elogio chapa 1, como o leitor verá a seguir.

D. António Barbosa Leão tal como Lima Vidal, fora nomeado ainda na Monarquia para bispo de angola e Congo e daí transitara para uma diocese metropolitana – Algarve; em 1919 foi transferido para o Porto; merece o título de bispo do Centro Católico sobretudo por ter sido o primeiro prelado a afrontar a «política monárquica», no que ela tinha de lesivo dos interesses da Igreja Católica;  vemo-lo numa foto de 1912, da Ilustração Portuguesa.

Foram nomeados outros bispos depois de 1918: D. José Alves Crreia da Silva, para Leiria, e D. José do Patrocínio Dias, o «bispo-soldado», para Beja, entre outros.

Em Lisboa, o Cardeal Mendes Belo permaneceu até ao 28 de Maio.

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