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A Separação há Cem Anos: 14 de Março de 1911: o «baptismo de sangue» republicano

Março 14, 2011

14 de Março de 1911 foi uma terça-feira.  Os leitores da edição da véspera da Ilustração Portuguesa não podiam deixar  de sentir que viviam no melhor dos mundos, ao verem a capa da sua revista:

Na realidade, porém, os problemas tinham começado. Na véspera, as forças armadas tinham morto vários manifestantes operários em Setúbal. A República fazia pela primeira vez correr sangue do povo. O que suscitava a indignação da rubrica «Poeira da Arcada» do vespertino republicano A Capital.

A recém-nascida preocupação social manifestava-se também ao alto da primeira página daquele jornal: a panificação lisboeta pedia para ser recebida pelo governo, o que causava receio quanto ao aumento do preço do pão – e originava uma caricatura:

O acontecimento político do dia era a publicação da nova lei eleitoral, que consagrava a representação proporcional ou das minorias, o que levava muitos republicanos a temerem um grupo pralamentar monárquico na constituinte republicana.

Prosseguia o conflito entre o Governo Provisório e os bispos, a propósito da divulgação da Pastoral colectiva, datada de 24 de Dezembro de 1910, mas não aflorava na imprensa diária.

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