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«Estado e Igreja» dará em breve um relato da sessão de apresentação do livro «O Patriarcado de Portugal», na qual intervieram o Sr. D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca, e o Prof. Jorge Bacelar Gouveia.

Fevereiro 23, 2017

Como comprar o livro «O Patriarcado de Portugal»

Fevereiro 23, 2017

Para comprar o livro O Patriarcado de Portugal  ao preço especial de apresentação

  • Transfira 10 (dez) euros para o iban PT50003600659910007230889por multibanco ou homebanking. Comunique-nos para o endereço eletrónico abaixo o endereço físico para que devemos enviar o(s) seu(s) exemplar(es). Se o nome da conta bancária (que aparecerá na nossa conta) não coincidir com o nome do envio, por favor comunique-nos para onde enviamos o exemplar correspondente à transferência.
  • Envie um cheque no valor de 10 (dez) euros para a morada abaixo. Sff, em folha à parte indiqueem escrita bem legível  o endereço físico em que pretende receber o seu exemplar d’ O Patriarcado de Portugal.

 

Endereços

salgadodematoseditor@gmail.com

salgado.matos@gmail.com

Av. Miguel Bombarda, 96, 2º Dtº 1050-167 Lisboa

As encomendas serão atendidas por ordem de chegada e enquanto houver exemplares em stock. As encomendas serão expedidas via CTT nos melhores prazos.

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O livro O Patriarcado de Portugal apenas está à venda diretamente pelo editor. Porquê?

O lançamento de O Patriarcado de Lisboa  vai de mão dada com a experiência de uma nova fórmula editorial para obras exigentes do ponto de vista intelectual e de excelente qualidade gráfica. E que por isso só aspiram a pequenas tiragens em papel.  Esta edição em papel não pede subsídios ao contribuinte. Deverá pagar-se a si mesma. Para este tipo de livros, a venda em livraria aumenta substancialmente o preço de venda ao público, sem aumentar as tiragens,  e por isso foi excluída após os pertinentes estudos microeconómicos. O editor não coloca nem colocará o livro em venda em livraria. Se o leitor encontrar o livro à venda numa livraria, queira verificar o preço: não mais do que dez euros.

É já hoje, 20 de fevereiro, a apresentação de «O Patriarcado de Portugal» +++ pormenores abaixo

Fevereiro 20, 2017

D. Manuel Clemente e Prof. Bacelar Gouveia apresentam «O Patriarcado de Portugal» no próximo dia 20

Fevereiro 6, 2017
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D.Manuel Clemente, Cardeal Patriarca, e Jorge Bacelar Gouveia, catedrático da Nova Direito, apresentam o livro O Patriarcado de Portugal da autoria de Luís Salgado de Matos hoje, dia 20 de fevereiro, às 18h30. A sessão será presidida pelo presdente da Comissão de Liberdade Religiosa, Dr. José Vera Jardim. Após as duas comunicações haverá debate aberto ao público. A entrada é livre. A apresentação decorre no auditório B da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, no campus de Campolide. A sessão estará terminada às 20h00.

O Patriarcado de Portugal propõe uma nova interpretação do Patriarcado de Portugal, articulando-o com o passado e o futuro do nosso país. As suas  teses desafiam tanto católicos como não católicos. O seu autor investiga no campo da ciência social as relações entre Estado, instituição castrense e Igreja; é  o responsável do blog Estado e Igreja.

Durante a sessão, o livro será vendido ao preço especial de apresentação de dez euros. A venda começará antes das 18h00. O autor estará disponível para autografar os exemplares no final da sessão.

Como chegar à Nova Direito

A Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa tem a seguinte morada oficial:  Campus de Campolide, 1099-032 Lisboa. Este campus situa-se no centro de Lisboa, mais exatamente no declive norte da Marquês da Fronteira.

campus tem duas entradas: uma do lado de Campolide, assinalada no mapa abaixo com a letra A, e outra do lado de El Corte Ingles, identificada com a letra B. Esta é mais prática para quem for de Metropolitano. Ir a pé é fácil.  Se sair na estação do metro de S. Sebastião, atravessa a Marquês da Fronteira em direção ao Bairro Azul, segue a pé pela Fialho de Almeida, continua pela rua da Mesquita e vira ao fundo à esquerda. Logo encontrará o portão de acesso ao campus da Universidade Nova.

Há também acesso pela Ramalho Ortigão, que está assinalada do mapa, ao alto à direita. Se vem do centro e se vai de carro, é o melhor acesso.  Acede-lhe pela Avenida António Augusto de Aguiar, virando na primeira à esquerda após os sinais luminosos de El Corte Ingles.  Neste caso, surge-lhe a Mesquita ao alto à esquerda e, antes de atingir o Teatro Aberto, vira à esquerda e depois logo a seguir à direita, na rua da Mesquita. Segue como no percurso anterior. A Ramalho Ortigão, que está assinalada no mapa, à saída do metro S. Sebastião, é paralela à Fialho de Almeida. Indo por esta entrada, o edifício da Faculdade de Direito  situa-se à esquerda de quem entra no campus.

Se preferir a entrada, do lado de Campolide, sobe pela Marquês da Fronteira; depois de passar a Penitenciária, vira à direita nos semáforos, entra na avenida Miguel Torga, desce-a e, nos primeiros semáforos,  vira à direita entrando pela Travessa Estêvão Pinto, facilmente reconhecível pois atravessa um núcleo de casas antigas, e desemboca no campus. A Faculdade de Direito é o primeiro edifício à direita de quem toma esta entrada, logo a seguir ao portão. No mapa abaixo, a Travessa Estêvão Pinto está identificada por uma gota cor de tijolo com um ponto negro no seu interior.

campus tem um parque de estacionamento. Se pretender utilizá-lo, queira dizer na portaria que vai assistir à apresentação do livro O Patriarcado de Portugal.  É frequente haver lugares cá fora do parque, sobretudo para quem vai pela entrada B.

Se no dia da apresentação precisar de esclarecimento relacionados com o campus, o telefone é +351 213 847 400.

Coordenadas GPS: 38.732591, -9.160372novamapa

 

Eutanásia: Um Estado Assassino legitimado pelo Ataque à Religião

Fevereiro 5, 2017
eutanasiaexpeesso5vev2017

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A eutanásia é agora declarada urgente em Portugal. Todos os partidos parlamentares consideram-na urgente, excepto o CDS/PP.  Após uma petição a favor da eutanásia subscrita por menos de um milésimo da população portuguesa, a Assembleia da República apressou-se a discutir esta modalidade de suicídio ou assassinato assistido. O Bloco de Esquerda, Os Verdes e o PAN apresentaram projetos de lei para autorizar o Estado a matar velhos indefesos, pessoas que consideram insuportáveis as suas dores e cidadãos com doenças tidas por incuráveis.

Estado e Igreja qualifica esse debate como o mais mortífero desserviço da classe política portuguesa ao nosso país. Continuamos ameaçados por uma crise económico-financeira endémica, que tira a esperança aos portugueses e contribui para lhes dar infelicidade. A situação no Médio Oriente deixa prever o agravamento das ameaças pacíficas e bélicas que impendem sobre o nosso território continental e ameaças à integração dos Açores e da Madeira em Portugal. Que discute o nosso Parlamento: acelerar o crescimento económico?  Melhorar a nossa segurança?  Não. O nosso Parlamento discute o modo de dar ao Estado português o direito de nos matar se nos declararmos infelizes.

O leitor sabe que está minado o terreno do debate da eutanásia legal: para os seus proponentes, a eutanásia só é combatida pelos católicos, os herdeiros da Inquisição, os assassinos.  O Expresso de sábado 5 do corrente mês de fevereiro testemunhava este contágio entre religião e combate à eutanásia legalizada: sobre esta só haverá decisão depois da visita do Papa. Este era o destaque da primeira página, como mostra a imagem acima. Qualquer criança via como era estabelecido o contágio. Com a agravante de se sugerir que o Papa Francisco limita a soberania portuguesa.

É pura intoxicação a ideia que só os católicos combatem a eutanásia legalizada. Para não falar dos evangélicos e crentes de outras religiões, a quase totalidade dos ateus, agnósticos e indiferente combatem-na também. Os religiosos não são as únicas pessoas com amor à vida. Aliás, nada têm a ver com religião os dois principais argumentos contra a eutanásia:

  • Reforça os poderes do Estado sobre o indivíduo, para lá dos limites autorizados pela moral e pelo bom senso.
  • É irreversível e por isso só deve ser adotada se se provar que não há nenhuma solução ao mesmo tempo reversível e e pelo menos tão boa como a legalização da eutanásia (se se provar que esta tem algum lado bom). Na página já citada do Expresso, a cidadã Maria Xavier declara : «a eutanásia é uma forma de amor». Seria se houvesse possibilidade  se fosse aplicável, quando a amorosa doação acaba, a velha devolução mútua de cartas e prendas  trocadas durante o namoro. Mas não há. O eutanasiado não pode pedir a sua vida de volta. Isto é: se a eutanásia incluísse a possibilidade de reversão. A reversão consistiria na ressurreição do eutanasiado. Acontece porém que a cidadã Maria Xavier não tem o poder de ressuscitar os que forem mortos ao abrigo da nova teoria penal da «doação amorosa».

O combate à legalização da eutanásia assenta num extraordinário efeito de intoxicação. A eutanásia é crime? Mas o suicidado não é punido. Só o são os seus ajudantes. Legalizar a eutanásia é legalizar a organização social do suicídio, homologado pelo Estado mas não fiscalizado por ele.

Doentes terminais? Todos sabemos que a eutanásia está em vigor desde Afonso Henriques.  Com uma condição:a unanimidade entre a família e o médico do eutanasiado, e deste, caso esteja consciente. Assim, não há crime. Este procedimento consensual é bem diferente da eutanásia legalizada, pois esta é um assassinato a pedido. Mas, na medida do humanamente possível, evita a dor, um dos argumentos dos eutanasistas. O discurso jurídico diz haver crime mas a realidade social nega-o. Outros discursos apresentam esta prática como não sendo eutanásia pois a morte só é aplicada a um dado indivíduo quando há coincidência de doença terminal e incapacidade dos cuidados palitativos. Estado e Igreja compreende estes discursos e não pretende apreciá-los de momento. Sublinha apenas que  nesse caso o indívíduo não morre porque deixou de funcionar, morre porque alguém desligou a máquina – por justificada que fosse tal ação. Está aqui o ponto comum com a eutanásia legalizada: na ação humana causa direta da morte. Seja como for, a responsabilidade pela morte pertence hoje a indivíduos qualificados. Não pertence ao Estado. No caso o Estado só intervém para evitar o assassinato organizado sob a forma (aparente) de suicídio.  Por isso, como sabe quem quiser, os administradores hospitalares ainda não têm poderes para mandar matar os doentes terminais.  Os defensores da legalização da eutanásia ignoram como morrem os portugueses? Pela justificações que dão, está provado que ignoram. E que, ignorantes, não se coíbem de legislar sobre a nossa vida.

A atual situação normativa, resultante da lei e dos costumes, só não permite  o suicídio quando se trata de alguém sem a possibilidade física de o cometer e que ao mesmo tempo enfrenta a oposição dos familiares ou dos médicos. Mas não há um direito ao suicídio e a questão é circular: talvez o candidato a suicida fique melhor vivo. É que se explica abaixo.

Sobre a continuação da nossa vida, quando estamos de saúde e quando estamos envelhecidos ou fragilizados, o Estado diz hoje o mínimo ético possível: o assassinato é proibido, em particular o assassinato organizado. Os defensores da eutanásia querem alargar o papel do Estado: querem dar-lhe poderes para matar o leitor e o autor destas linhas. E a eles próprios. Isto, insista-se, nada tem que ver com a religião – exceto se os não religiosos quiserem dar aos religiosos o monopólio da defesa da vida humana. Era um argumento muito popular no século XIX e começo do XX. Estado e Igreja não concorda com esta teoria, agora serodiamente perfilhada pelo Bloco de Esquerda, Os Verdes e PAN pois ser ateu, agnóstico ou indiferente não é sinónimo de ser assassino.

Os defensores do assassinato legal invocam dois argumentos e só dois argumentos: a morte para evitar a dor e a ausência de cura. São ambos falsos.

  • Qual é a dor mortal? Quando o Estado mandar as televisões por ele licenciadas afirmarem todos os dias que é mortalmente doloroso viver quando se tem menos de 90 de Quociente de Inteligência (QI), a população convencer-se-á disso e pedirá para ser assassinada, para deixar de sofrer. Boa parte dela dará entrevistas nos canais televisivos a vangloriar-se desse ato. Os proponentes da lei da eutanásia não pensaram que a lei deles lhes traria esse risco, mas traz. Parece que dos países mais civilizados já começou a diminuir o défice do serviço nacional de saúde matando os atrasados mentais. Diz-se que nos Países Baixos já há morte a pedido. Se a dor mortal é inevitavelmente subjetiva, arrastamos o direito do Estado atrás de uma subjetividade assassina e não fiscalizada. A eutanásia legalizada é uma forma de nazismo na qual os fortes convencem os fracos a pedirem para serem eliminados. Com inequívocas mas inconfessadas vantagens financeiras para o Serviço Nacional de Saúde.
  • Quem define a ausência de cura? Nos anos 1980, a SIDA  era incurável. Vinte anos depois é perfeitamente gerível. Se o Bloco de Esquerda e tutti quanti tivessem conseguido aprovar em 1979 a proposta de legalização da eutanásia, os doentes de SIDA nos anos 1980 teriam tido o direito de pedirem para serem assassinados e estariam hoje mortos. Ora na realidade levam uma vida normal, pois foi descoberta a cura. Os proponentes da legalização da eutanásia são uns retardatários que, como arma de terror intelectual, gostam de se apresentar como modernos e progressivos. Estamos a começar a viver uma época extraordinária em que chegam aos hospitais os primeiros medicamentos produzidos pela descoberta do código genético, o ADN . O ritmo de descoberta de medicamentos está a acelerar e por isso no futuro próximo serão salvos muitos doentes, em cuidados paliativos, para os quais de momento a ciência não oferece saída. Esta aceleração valoriza o argumento contra as decisões irreversíveis sobre a vida humana e favorece os cuidados paliativos: o que é hoje incurável, será curado dentro de meses. Os proponentes da eutanásia, que vimos acima a difamarem os ateus com argumentos oitocentistas, vivem na Idade Média quando não havia indústria farmacêutica e o ADN  era desconhecido.  Se os eutanasiadores não exigem a ausência da cura, então  a sua posição é ainda mais fraca:  querem apenas organizar o assassinato legal, disfarçado em eutanásia. Ou será que ignoram as infinitas possibilidades de pressão social para levar um velho doente a pedir que o matem para lhe tirarem as dores? Ignoram o que se passa nos atuais campos de concentração de velhos? Desconhecem que os bancos dos hospitais não aceitam idosos nas consoadas de Natal e de Ano Novo, nem na véspera de partidas em massa para férias do Verão?

Há alguma razão para aqui e agora legalizar a eutanásia? É urgente? O tema preocupa os nossos concidadãos? É irrisório o número de portugueses interessados nela, o que mostra tratar-se de uma minoria vanguardista que pretende impô-la. Razões de substância não há nenhuma: aumentam todos os dias as possibilidades de prolongar a vida humana com saúde.

Há evidentemente uma razão para a urgência na legalização da eutanásia: essa razão é a consonância entre uma minoria que sonha atacar  a religião sempre que haja um pretexto e  a conjuntura política. O Bloco de Esquerda e o PCP tornaram-se cobradores de fraque dos nossos credores. Por isso, deixam de ter condições para mobilizarem os seus eleitores na base dos tradicionais protestos económicos contra o governo. Após virarem a casaca, ambos vêem nas sondagens que o seu eleitorado lhes foge e, para o conservar,  têm  que inventar novas reivindicações, que são as chamadas roturas civilizacionais, pois o PS decidiu há meses não antecipar as eleições, pelo menos para já, o que mantém no grelhador por mais tempo os dois partidos comunistas. O PS, e por razões mais misteriosas o PSD,  consideram que devem dar esta fuga àqueles  dois partidos comunistas.O Bloco é o mais favorecido. Com efeito, o PCP conta com uma clientela mais envelhecida, que sensatamente teme ser vítima da legalização da eutanásia, e por isso não quis colocar-se na primeira linha da eutanásia; mandou os ex jovens Os Verdes avançar para a frente neste combate. Perante estes valores elevados, que conta a vida do leitor e do eleitor?

Ou será assim que o Bloco e o PCP querem equilibrar as contas do Serviço Nacional de Saúde, por saberem não haver dinheiro para comprar os novos medicamentos que estão a aparecer no mercado ou estão na forja? Não no sentido de esses partidos  por si mesmos pretenderem exercer a menor ação condenável no campo do assassinato legalizado, como seria a criação de Salas de Eutanásia do Bloco ou do PCP, mas no sentido de transformarem o bem moral (a vida) no mal legal (a morte).

Nas questões de vida e de morte, convém sermos exigentes e claros. Estado e Igreja espera ter sido exigente claro na questão da eutanásia legalizada.

Visão História resume Fátima no começo do Centenário

Fevereiro 5, 2017
visaohistoriacapa

visaohistoriacapa

Fátima A construção do Fenómeno é o tema do mais recente número da Visão História, a única revista portuguesa de alta divulgação consagrada a assuntos históricos,

O número começa pelo contexto, precedido de uma cronologia. Prossegue  o fenómeno, consagrado à descrição de Fátima:os milagres, as relações com o Estado,, os «turistas peregrinos».  O apogeu, com o inevitável Salazar (que aqui tem um dos piores papéis da sua carreia), o crescimento do Santuário considerado como instalações físicas,  as visitas dos Papas Paulo VI e João Paulo II.Por fim, outras explicações, onde se destaca um texto do Doutor Moisés Espírito Santo sobre  os mouros fatimidas. Os vinte artigos são assinados por especialistas, que em geral escrevem num estilo acessível ao leitor comum e  são acompanhados por fotografias da época que em geral revestem valor documental e são razoavelmente legíveis.

Visão História, um monumento da cultura portuguesa contemporânea, é devida à ambição intelectual e à tenacidade  prática do Dr. Luís Almeida Martins. Para este número reuniu colaborações de quadrantes doutrinais diversos, e tratou com equidade, qualidade e delicadeza um tema melindroso e complexo.

Para ler o sumário, no qual encontrará contribuições do animador de Estado e Igreja, clique em

http://visao.sapo.pt/historia/2017-02-01-Fatima-cem-anos-de-multidao

O diário «Público» tortura José Vera Jardim põe-o confesso > Temos que perseguir o Catolicismo e a Religião em geral!

Janeiro 23, 2017

 

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Um neto de Lenine recémnomeado para o organismo encarregado de extinguir a religião no nosso país, organismo propagandisticamente designado por Comissão da Liberdade religiosa, na visão do diário Público

“Tenho muitas dúvidas sobre a legalidade da isenção do IVA” , titula o Público, resumindo a sessão de tortura democrático-jornalística a que submeteu o Dr. José Vera Jardim, presidente da Comissão de Liberdade Religiosa.  Com o fim de adormecer o leitor, aquele periódico acrescenta em subtítulo: «Para Vera Jardim, a Igreja Católica devia ser obrigada a aderir à consignação fiscal dos crentes através do IRS, já prevista na lei, e aceitar o fim da isenção do pagamento».

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O Público dá este subtítulo porque sabe que os seus leitores só lhe lêem as gordas ou, se o lêem as magras, são incapazes de as compreender. Vera Jardim não diz o que o subtítulo diz. Nunca diz que a Igreja Católica devia ser obrigada.Pelo contrário.  Ou o matutino Lisboa-Porto não compreendeu a frase, o que o autodesqualifica, ou compreendeu e oculta-a, o que o autodesqualifica. O Dr. José Vera Jardim afirma sim que a isenção do IVA é suscetível de ser contestada pela Comissão de Bruxelas, o que será mau para a religião em Portugal (ao contrário do que o Público  sugere, não é só o catolicismo a beneficiar da isenção do IVA). A Igreja ficará inatacável no nosso país se adotar o sistema da «consignação»  do IRS (quantos leitores daquele matutino compreenderão esta fras, e em particular a palavra consignação?) . O Dr. Vera Jardim sugere ao catolicismo português um método de se proteger de eventuais ataques laicistas da União Europeia, e de um seu agente português, o jornal  « Público» , este apresenta o presidente da Comissão de Liberdade Religiosa como autor e promotor desses ataques persecutórios. Estado e Igreja supõe que o desmentido do Dr.  Vera Jardim ao jornal Público não foi remetido por a vítima partilhar a virtude cristã da caridade para com os pobres  de espírito e malfeitores em geral.

Esta intoxicação operada pelo diário fundado por Belmiro de Azevedo e Vicente Jorge Silva  tem algum êxito: Estado e Igreja conversou com um  bom  e culto católico que acreditava que o Dr. Vera tinha passado para o laicismo agressor- Era um leitor que acreditava (e talvez ainda acredite) que o Público respeita a deontologia profissional que diz praticar. Era assim quando o autor do presente blog nele colaborava (sem o menor mérito dele nesse respeito pela liberdade) e antes daquele jornal ter saneado por razões religiosas o seu jornalista António Marujo. As declarações do Dr. Vera são absolutamente kosher. A intoxicação é que já nos entrou na massa do sangue e nem nos damos conta dela.

Estado e Igreja transcreve a seguir a negro as perguntas do Público ao Dr. Vera Jardim, sem as respostas dele – porque sem as resposta o leitor percebe melhor a intoxicação jornalística a intoxicação.   Observações metodológicas e deontológicas a essas perguntas  seguem entre parêntesis retos, em redondo.

No Verão, o Governo recuou na polémica em torno da cobrança de IMI aos imóveis da Igreja Católica não directamente afectos a fins religiosos. Justifica-se essa isenção?

 O Governo acabou por concordar que sim. Bem, na sua opinião? [este bem mostra que o procurador deixa o acusado responder com liberdade]

Isto [o que não seja para fins religiosos] abrange os espaços de alojamento de famílias carenciadas?

Como se compreende que pela Concordata um sector social como as misericórdias, estando num mercado concorrencial como é o da Saúde, continue a beneficiar deste estatuto de excepção que o livra do pagamento de impostos?

E os hospitais detidos pelas misericórdias não beneficiam deste estatuto de excepção?

Não seria exigível que os contribuintes pudessem saber quantos milhões estão a ser desviados de outros fins para apoiar entidades religiosas?

Isto [a  «consignação de receitas»] como forma de compensar o fim da devolução do IVA?

A questão [da legalidade da isenção do Iva] foi suscitada [na União Europeia]?

A questão é se, num país com dois milhões de pobres, se justifica que o Estado gaste tanto dinheiro com as religiões. [a partir de quantos milhões de pobres se justifica a liberdade religiosa?]

Mas deixa de amealhar para reinvestir.
Mas isso justifica que essa laicidade seja ferida pelos exemplos já clássicos: a presença de representantes católicos nas cerimónias do Estado, a velhíssima questão dos crucifixos nas escolas…

Se o leitor tiver a necessidade de desmontar até ao fim a intoxicação do Público, tem o link dela na ilustração que abre o presente post. Estado e Igreja permite-se sublinhar que a noção de laicidade, estabelecida em França num dado contexto histórico para assegurar a liberdade religiosa, é usada no Portugal dos nossos dias para impedir a liberdade religiosa.  Não por todos. O Dr. José Vera Jardim recorre à palavra laicidade e defende a liberdade religiosa.  Mas a nossa Constituição não acolhe esse conceito. Aliás, o leitor observou que o Público nunca pergunta ao presidente da Comissão de Liberdade Religiosa como pode ele defender a dita. Prefere apresentá-lo à luz diáfana da fantasia como o perseguidor futuro da nossa liberdade religiosa.

Se o leitor tiver tempo e paciência, queira comparar a anterior  entrevista  do  Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa com outra, dada por ele à agência noticiosa católica, e cujo endereço segue abaixo. Parece até uma conferência de imprensa.

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/igrejaestado-liberdade-religiosa-implica-respeito-pela-presenca-social-das-igrejas-vera-jardim1/